Pe. Pedro: “Todos nós queremos ser felizes, mas é preciso trilhar um caminho sem pecado!”

 


“Como é bom estarmos reunidos no amor de Cristo”. Disse Pe. Pedro Leonides, msf, ao iniciar a missa do Sexto Domingo do Tempo Comum, quinze de fevereiro, às 19 horas, na Matriz da Paróquia Sagrada Família. “Eu retorno então para estar com vocês a partir de agora, para que nós possamos continuar esta caminhada juntos, pedindo a Deus sabedoria, perseverança e sobretudo a paz para que possamos chegar ao nosso destino, que é uma vida feliz bem perto de Deus”, completou Pe. Pedro.

Após proclamar o evangelho, o padre assim refletiu em sua homilia:


“Meus queridos irmãos e irmãs, Mães que oram pelos filhos, aqui na animação desta celebração, animação litúrgica, mas também mães e pais que oram com os filhos aqui presentes. É uma alegria poder ver a igreja enchendo de família inteira que vem participar deste momento da escuta da Palavra de Deus, mas também compartilhar desta palavra, procurando colocá-la em prática e alimentando-nos da eucaristia, que é alimento da vida”.



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“A liturgia de hoje nos fala de algo muito importante em nossa vida e nos ensina o caminho que nos leva à verdadeira felicidade. Para meditarmos sobre esta liturgia, proponho que nós escolhamos três palavras. A primeira palavra é os mandamentos e a segunda reconciliação. E a terceira palavra, sabedoria. Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão. Se quiseres, porque você é livre para querer ou não. Então, em nossa frente tem os mandamentos que se resumem em uma palavra. A primeira palavra é primeiro mandamento, amar. Amar a Deus sobre todas as coisas. E nós poderíamos resumir então esses mandamentos naquilo que Jesus nos ensinou, completando assim: 'Amar ao próximo como a si mesmo.' Então o resumo de todos os mandamentos é o amor, amar a Deus, amar as pessoas, a natureza, tudo que é criado por Deus. Deus nos deixa livres, mas ele não dá licença para que a gente possa pecar. Seria da nossa parte injustiça nós pedirmos licença a Deus para, durante o carnaval, eu vou pecar à vontade e depois na Quarta-feira de Cinzas eu venho para pedir perdão, receber as cinzas como um desencargo de consciência. Não. Deus não dá essa licença, mas ele nos deixa livres. Como nós ouvimos, à nossa frente tem fogo e água. Se você tiver que colocar a mão, você vai colocar a mão no fogo ou na água? É claro que quem não quer queimar a mão vai colocar na água. Ou seja, Deus nos dá essa capacidade do discernimento. Em nossa frente, existe o bem e o mal, o caminho do bem e o e do mal. Qual caminho você vai escolher para caminhar? Aí é que entra um pouco a nossa dificuldade, porque nós temos uma tendência para desviar do caminho do bem, ainda mais depois que nós nos tornamos adultos. As crianças não, facilmente elas na sua simplicidade buscam o caminho do bem, mas é preciso também ser catequisadas, orientadas, educadas por nós para que elas possam perseverar no caminho do bem. A segunda palavra, qual foi mesmo que nós escolhemos? Reconciliação. Então, vamos fazer uma ligação dos mandamentos que nós meditamos, agora sobre a reconciliação, palavra que escolhemos. Olha, meus queridos irmãos e irmãs, Jesus está dizendo: 'Eu não vim para abolir a lei, nenhuma vírgula será tirada. Eu vim para dar pleno cumprimento.' Ele está falando e aí ele faz uma comparação entre a Lei antiga, os 10 Mandamentos, o Decálogo e agora esta Nova Aliança, a lei que ele veio estabelecer para nós. Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: 'Não matarás. Quem matar será condenado pelo tribunal. Eu, porém, vos digo, todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo.' Encoleriza, traz para o coração a cólera, a raiva, a violência. É aqui que começa tudo. Ninguém mata o outro se está desejando bem para ele, se não premeditou antes, se no coração não tem esta cólera, esta raiva. Portanto, Jesus está nos ajudando a progredir na lei. Não basta a gente ficar esperando que o ato errado, que o pecado aconteça. De fato, nós precisamos evitar que ele seja gerado em nosso coração”.


Santa Missa | 6º Domingo do Tempo Comum | 15/02/2026 - Domingo | 19h.


“Depois o evangelho chama atenção para a reconciliação. Olha, se você vai levando oferta para o altar, mas lembra que alguém está chateado com você por algum motivo, deixa a oferta e vai reconciliar com o seu irmão. Então aqui entra a palavra reconciliação como uma palavra chave. Eu pergunto para você, meu querido irmão, minha querida irmã, nesse momento em que nós estamos aqui reunidos, o seu coração sente que tem alguém que, por algum motivo, ainda que você não tenha sido culpado, tem alguém que está magoado, com coração fechado para com a sua pessoa, então é preciso reconciliar com essa pessoa. E é bem oportuno esse apelo que nós estamos fazendo, porque nós já estamos prestes a celebrar a Quarta-feira de Cinzas, entrar no tempo da Quaresma, que é o tempo de conversão, de reconciliação. Então, sair daqui hoje com esse compromisso. E a última palavra, qual foi mesmo? Quem se lembra? Quero escutar de vocês a última palavra, a sabedoria. São Paulo está dizendo, irmãos, entre perfeitos nós falamos de sabedoria, mas não é dessa sabedoria que os grandes têm, porque eles são inteligentes, inclusive usam a inteligência artificial para destruir, para fazer guerra. Não é dessa sabedoria que eu estou falando, diz São Paulo. É da sabedoria que vem de quem? Sabedoria que vem de Deus. E onde ela está? Eu diria, as crianças sabem onde ela está. Procura. Ela deve estar dançando por aí. Ela está escondida. Ela está em um lugar bem oculto. E quem vai nos ajudar a descobrir essa sabedoria? O Espírito. O Espírito Santo revela tudo, vai ao fundo e descobre. E no fundo vamos perceber que ela está dentro de nós. É ela que nos ajuda a discernir, a optar pelo bem, a superar o pecado, se for preciso pedir perdão para ser feliz. Sim, meus queridos irmãos e irmãs, todos nós queremos ser felizes, mas é preciso trilhar um caminho sem pecado, ou seja, amar. Se for preciso reconciliar-te com o seu irmão, viver em paz, preparar para celebrar com ele a festa que não termina”.


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Após a comunhão, Pe. Pedro falou da alegria de retornar e “agradecido pelo trabalho que o Padre Laurindo realizou aqui como pároco, e que nós temos o compromisso agora de continuar. Então, que nós possamos juntamente com vocês, com os padres dar continuidade a esta missão. Com o padre Marconi, que vai continuar como o vigário paroquial, e o padre Herbert, que é sempre o nosso companheiro, missionário, perseverante aqui, nesta nossa missão. Sou grato por esta oportunidade e me alegro em poder reencontrar com vocês”.


A missa de posse do Padre Pedro Leonides, msf acontecerá no domingo, dia 22, às 19h, na Matriz. 



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Texto: Juciane Francisca / PasCom Sagrada Família 

Fotos: Laura Medrado  / PasCom Sagrada Família 

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